sábado, 18 de julho de 2026

JOÃO DEHON NETO DA COSTA

 


JOÃO DEHON  NETO DA COSTA, conhecido popularmente por “DEON CAENGA”, natural de Grossos, Estado do Rio Grande do Norte, nascido no dia 06 de maio de 1958, casado com  MARGARETH FEREIRA MONTEIRO, foi prefeito de Grossos, eleito em 03 de outubro de 2004, 2.984 votos, equivalente a 50,25 por cento pela legenda do PPR, tendo como vice prefeito o senhor VERONILDES CAETANO DA SILVA, natural de Grossos, nascido em 26 de maio de 1978, os quais derrotaram os candidatos JOÃO DEHON DA SILVA, natural de Grossos, nascido em 21 de novembro de 1968, que obteve 2.954 votos, pele Partido dos Trabalhadores. O vice derrotado foi JOSÉ VALMIR DA COSTA, natural de Grossos-RN, nascido em 07 de maio de 1961.

DEON CAENGA tomou posse no dia primeiro de janeiro de 2005 e governou ATÉ 32 DE JUNHO DE 2005,foi morto por engano durante uma blitz da Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Norte, na BR 304, no Município de Santa Maria, na Mesorregião Agreste Potiguar

JOÃO DEHON NETO DA COSTA, PREFEITO DE GROSSOS-RN, É MORTO POR ENGANO

 


23-05-2005 - O prefeito de Grossos (325 quilômetros de Natal), JOÃO DEHON NETO DA COSTA (PPS), o Dehon Caenga, 37, foi morto anteontem, por volta das 20h, numa blitz da Polícia Civil no município de Santa Maria (região metropolitana de Natal).


Segundo a assessoria da prefeitura, a picape Hilux prata onde o prefeito viajava com o motorista e dois servidores não atendeu a uma ordem de parar, e os policiais, que não estavam identificados, atiraram contra o veículo.


O secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Estado, Glauberto Bezerra, confirmou a participação de seis policiais no episódio, que foram afastados ontem. Ele também pediu a prisão temporária dos acusados, que deve ser julgada nas próximas horas.


A prefeitura informou que a picape usada pelos policiais estava descaracterizada e que o prefeito, suspeitando se tratar de um assalto, pediu para o motorista Antônio Márcio acelerar. O trecho da estrada é próximo à área urbana e perto de um posto de gasolina.


Não foram encontradas armas no veículo das vítimas, que não reagiram. O prefeito e o motorista foram atingidos na cabeça e morreram na hora.


O tesoureiro Magno Monteiro foi ferido na nuca e precisou ser submetido a uma cirurgia para retirada do projétil no hospital Clóvis Sarinho. Ontem, ele continuava em estado grave na UTI, mas já havia recobrado a consciência.
O quarto ocupante da picape, o contador Francisco Canindé, levou um tiro no braço.
O prefeito havia viajado para Natal anteontem para firmar um convênio para a construção de 200 casas populares com o escritório de representação do Ministério das Cidades na capital.
Os policiais estavam em uma operação para tentar prender uma quadrilha de roubo de carros, investigada há meses. O objetivo era recuperar uma picape Mitsubishi L200 que tinha sido roubada pelo grupo anteontem à tarde em Natal.


O delegado que coordenava a operação também foi afastado pelo secretário da Segurança. Ele não estava no local no momento da abordagem, mas é considerado responsável pela equipe.


O secretário nomeou três delegados, que irão apurar o caso. A investigação será acompanhada pela Corregedoria Geral da Polícia, Ouvidoria, OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e Ministério Público Estadual.


"Condenamos veementemente esse tipo de ação. A orientação e o treinamento que os policiais recebem é totalmente diferente do que foi feito. É sempre para que não atirar. Queremos prestar solidariedade ao sofrimento das famílias das vítimas e reiterar as ações firmes para buscar solucionar [o crime]", disse o secretário.


Segundo Bezerra, os policiais poderiam ter perseguido o veículo, em caso de suspeita, ou esperado em um posto da Polícia Rodoviária para pedir reforço, "nunca agir como agiram".


Para o promotor José Fontes de Andrade, da comarca de São Paulo do Potengi (jurisdição do local do crime), o prefeito e os outros três ocupantes do veículo foram vítimas de "execução sumária". "Os tiros foram dados da cintura para cima, e os policiais sequer socorreram as vítimas. Isso foi feito pelos PMs de Santa Maria."



Natural de Grossos, cidade com 8.743 habitantes (segundo estimativa do IBGE em 2004), João Dehon era casado e tinha dois filhos -de três e oito anos. Professor de geografia, foi eleito para seu primeiro mandato eletivo no ano passado, na segunda vez em que disputou a eleição municipal.

FONTE – TRIBUNA DO NORTE